O mercado esportivo brasileiro precisa encontrar formas de otimizar patrocínios

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(Foto: Pixabay)


Apesar do mercado esportivo ser altamente rentável, o Brasil ainda é muito carente de investimentos e iniciativas que fomentem esse segmento de forma eficiente. Olhando com cuidado para esse setor, o que observo é, em geral, uma distribuição bastante desigual das iniciativas disponíveis, com poucos players (profissionais do esporte, atletas, marcas, times, confederações etc.), abocanhando uma grande fatia dos recursos destinados ao esporte.

Para se ter uma ideia, somente no ano de 2018, o futebol movimentou quase 49 bilhões de reais na economia do país, segundo dados de um relatório divulgado pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF). Por outro lado, enquanto um grande montante é destinado a essa modalidade, há outras modalidades esportivas que ficam muito carentes de investimento, como o atletismo, por exemplo.

A meu ver, grande parte desse problema tem relação com os modelos de negócio adotados no mercado esportivo brasileiro. Aqui, ficamos muito presos a patrocínios em dinheiro provenientes de clubes ou de investimentos do Estado. Nesse sentido, entender que fomentar o mercado esportivo pode ir muito além de patrocínio em dinheiro e procurar formas mais inovadoras de ajudar o segmento é a chave para começarmos a tornar esse meio mais justo e inclusivo em todas as frentes.

E pensar em formas diferentes de se patrocinar um atleta não significa, necessariamente, apostar em opções de negócio mirabolantes ou que um investimento muito alto seja necessário. Se trata de abrir um pouco a mente, entender formatos que funcionam em outros setores e pensar fora da caixa para adaptá-los ao mercado esportivo.

Por que não se associar, em forma de parceria, com marcas que tenham sinergia com atletas que tenham algo a dar em troca? E não estamos falando de grandes valores em dinheiro e nem, obrigatoriamente, de empresas multinacionais e muito menos de atletas badalados. Por que não pensarmos em patrocínio com produtos ou apoio institucional para atletas que estão começando, por exemplo? Essas podem ser iniciativas efetivas pois esses indivíduos ajudam a massificar a marca e ter um maior engajamento, exatamente por esses profissionais ainda estarem em início de carreira. Para isso, basta encontrar um denominador comum, que traga retornos interessantes para todas as partes envolvidas e usá-los de forma efetiva. O futuro do esporte está em pensarmos fora da caixa!

* Viciado em esportes e um dos mais jovens empreendedores do país, José Pedro Mello é fundador e CEO da AtletasNow , com a missão de conectar todas as pontas do esporte por meio da tecnologia


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