Alfinetadas: Quando o planejamento e as interferências atrapalham o futebol

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(Foto: Lucas Merçon)

Por Nicholas Araujo
Redação Blog do Esporte


A rodada deste meio de semana da série A do Campeonato Brasileiro foi péssima para muitos clubes e deixou claro muitos problemas internos de cada time. Ficou claro como alguns técnicos não encaixaram no estilo de jogo proposto e de como jogador tem um peso importante nas decisões.

No caso do São Paulo, Cuca pouco pode fazer com um elenco que não traz um certo entrosamento. Ao final do jogo contra o Goiás, o treinador foi detonado pela torcida e sobrou para Daniel Alves que, segundo a imprensa, quer atuar em uma posição diferente do que atua com o Tite na seleção brasileira.

No entanto, Daniel foi um dos principais personagens e culpados na derrota em casa, justamente por não conseguir fazer as ligações de defesa com ataque e dar um padrão de jogo. O treinador Cuca mesmo disse, quando o atleta chegou ao clube, que seu estilo de jogo é diferente e modificaria o estilo que o São Paulo jogava. Modificou tanto que a equipe caiu de produção.

Já no Cruzeiro e Fluminense as situações são mais graves. Mesmo quando a Raposa estava com Mano Menezes, os jogadores cobravam a utilização de Thiago Neves no meio campo. No entanto, o atleta pouco se destacou na temporada. Enquanto a equipe mostrou um bom futebol no início do ano, ao entrar no Brasileiro e Libertadores, as coisas desandaram de vez. Eliminação no torneio continental e zona de rebaixamento no Brasileiro.

Isso não foi diferente com Rogério Ceni. O zagueiro Dedé deixou claro o descontentamento, expôs, sem necessidade, o fato para a imprensa toda, que culminou na saída do treinador. Aliás, Ceni nunca deveria ter saído do Fortaleza. O risco de entrar em uma equipe como o Cruzeiro era enorme. Resultado: Ceni voltará ao nordeste.

Detalhe: Dedé concedeu um pronunciamento dizendo que cobrou Thiago pelo profissionalismo. Está nítido como o clube inteiro está perdido. Situações internas e externas afetando e muito o time em campo.

No Fluminense, situação parecida. Dívidas, jogadores dando ordens nos vestiários e rixa com Oswaldo de Oliveira, também demitido. Ganso bateu boca, falou muito, mas também merecia um “puxão de orelha”. Só multa não adianta.

Rodada desastrosa. Que o futebol possa continuar respirando.

(Foto: Thiago Ribeiro/AGIF)


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